quarta-feira, 28 de maio de 2008

GP de Mônaco

Hamilton na glamurosa Monte Carlo (Getty Images)

Em uma corrida disputada em pista molhada e marcada por erros cometidos pela Ferrari, o inglês Lewis Hamilton venceu o GP de Mônaco após duas horas de prova. O segundo colocado foi o filandês Robert Kubica (BMW Sauber) e o brasileiro Felipe Massa terminou em terceiro. Hamilton assumi a liderança do campeonato com 38 pontos, três a mais do que Raikkonen.

Massa poderia ter resultado melhor caso a Ferrari não errase na estratégia. Nas paradas de boxe, o brasileiro, que chegou a rodar no começo da prova, perdeu posições para Hamilton e Kubica. A escuderia deixou o carro pesado pensando em apenas um ida aos boxes, o que com a duração da corrida tornou-se impossível.
Já Raikkonen recebeu pena logo no início por a equipe ter trocado seus pneus fora do prazo. O finlandês chegou a ocupar a quinta colocação, mas errou perto do final e finalizou em nono.

Depois de uma temporada de jejum, cerca de 22 corridas, o brasileiro Rubens Barrichello voltou a pontuar na categoria. Com o sexto lugar em Mônaco, o piloto da Honda soma agora três pontos em 2008.

Nelsinho Piquet, por sua vez, fazia uma prova regular, quando a Renault arriscou colocar pneu liso e a pista ainda estava úmida. Na 49ª volta, o brasileiro perdeu o controle, passou reto por uma curva e bateu no muro, tendo de abandonar a prova.

Já debaixo de chuva, Massa fez uma largada perfeita. Com a chuva apertando gradativamente, os pilotos demonstravam cautela na direção. Com a pista em processo de secagem, os carros passaram a andar mais rápido nas ruas de Monte Carlo. Quando a corrida parecia definida, um acidente deixou disputa em aberto em Mônaco. O alemão Nico Rosberg, da Williams, bateu forte e o safety-car entrou na pista. Os pilotos foram alinhados e a diferença entre eles foi zerada.

Depois da relargada, as primeiras posições se mantiveram. Só Raikkonen, que estava em quinto, errou. Ele perdeu o controle do carro e bateu na traseira do alemão Adrian Sutil, da Force India, tirando-o da corrida. Já Hamilton manteve a ponta e recebeu a bandeirada em primeiro.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

GP da Turquia

(Gethy Images)

Felipe Massa venceu a terceira corrida consecutiva na Turquia e igualou um feito de Michael Schumacher, heptacampeão da Fórmula I. O brasileiro se tornou o primeiro piloto a vencer três provas seguidas de um mesmo GP. O alemão tinha vencido três vezes o GP dos Estados Unidos, em Indianápolis. Massa, por sua vez, venceu três das quatro provas realizadas em Istambul, em 2006, 2007 e 2008. O recordista de vitórias consecutivas em um só GP é Ayrton Senna, que venceu cinco GPs de Mônaco seguidos, entre 1989 e 1993.

Com o resultado, Massa chegou aos 28 pontos, mesma pontuação de Hamilton (McLaren), o segundo colocado na Turquia. Porém, o brasileiro leva vantagem em relação ao inglês no primeiro critério de desempate, o número de vitórias: 2 a 1. O finlandês Kimi Raikkonen (Ferrari), atual líder da temporada, que terminou em terceiro.

A dupla da BMW, atual terceira força da categoria, ficou com o quarto e quinto lugar, respectivamente com o polonês Robert Kubica e com o alemão Nick Heidfeld. Fernando Alonso, da Renault, foi o sexto.

Em sua 257ª prova na Fórmula 1, novo recorde na categoria, o brasileiro Rubens Barrichello ficou com a 14ª colocação, três atrás de seu companheiro de Honda, o inglês Jenson Button. O outro brasileiro Nelsinho Piquet terminou na 15ª posição.

A próxima corrida acontece dia 25 de maio, na linda e glamurosa Monte Carlo, em Mônaco....

terça-feira, 6 de maio de 2008

"RAÇA, AMOR E PAIXÃO" FLA é Bicampeão do Carioca 2008

(André Durão - globoesporte.com)

A vitória por 3 a 1 neste domingo, no Maracanã, assegurou ao clube da Gávea o 30º título estadual. Com o resultado, o Fla se iguala ao Fluminense no topo do ranking de conquistas estaduais. E o treinador Joel Santana é seis vezes campeão do Rio de Janeiro.

Jogo - A partida decisiva começou ao melhor estilo Botafogo x Flamengo: muitos lances ráspidos, ânimos exaltados e reclamações constantes contra o árbrito.
Diante da necessidade da vitória, o Alvinegro tomava a iniciativa do ataque. O Botafogo tinha como principais armas a velocidade e o toque de bola de Jorge Henrique e Wellington Paulista. Mas se estava difícil construir jogadas na frente da área do Flamengo, que tinha uma defesa reforçada, o jeito era apostar nas jogadas de bola parada. E foi dessa forma que o Botafogo abriu o placar aos 23 minutos. Lucio Flavio cobrou falta na área, na direção de Wellington Paulista. O atacante não alcançou a bola, que ficaria fácil para o Bruno. Mas ao tentar encaixar, o goleiro rubro-negro, em seu centésimo jogo pelo clube, engoliu um frangaço.
O gol mudou a cara da partida. A partir de então, a torcida do Flamengo vez valer a sua maioria destacada no Maracanã, evocando o grito de "raça, amor e paixão" para empurrar a equipe. Do outro lado, os alvinegros misturavam confiança e apreensão diante dos ataques mais constantes do time rubro-negro.

No intervalo, com o
Flamengo perdendo a decisão do Carioca-2008 para o Botafogo por 1 a 0, o treinador colocou Obina e Diego Tardelli em campo. E os dois atacantes foram responsáveis diretos pela virada do time.

Logo aos três minutos, o Flamengo chegou ao empate. Juan cobrou falta na área, e Obina se ajoelhou para tocar de cabeça e fazer 1 a 1. O Flamengo continuava a se aproveitar dos espaços deixados pelo Botafogo para encaixar contra-ataques. Do outro lado, o Alvinegro não conseguiu ganhar criatividade no meio-campo.

Mas o golpe de misericórdia veio aos 36 minutos, quando Diego Tardelli, que fez o gol do título da Taça Guanabara chutando no contrapé do goleiro Renan após bela jogada de Juan pela esquerda.

Os reservas do Flamengo faziam a festa e a torcida gritava "Mamãe eu quero", ironizando as reclamações dos alvinegros sobre a arbitragem na final da Taça GB. Infelizmente alguns torcedores do Botafogo protagonizavam uma briga nas cadeiras inferiores.

E os rubro-negros já gritavam "bicampeão". Mas ainda havia tempo para o terceiro gol. Com a participação direta da dupla 'pé quente'. Diego Tardelli arrancou pela esquerda e cruzou para Obina completar para a rede aos 46. Festa completa da torcida rubro-negra no Maracanã.

Apesar de ser Vascaína, deixo meus PARABÉNS aos meus queridos amigos Rubro-Negros!!!!

terça-feira, 29 de abril de 2008

NINGUÉM AGUENTA MAIS O CASO "ISABELLA"

Há um mês, a mídia não fala de outra coisa a não ser da misteriosa morte da menina Isabella Nardoni. O caso ainda rende manchetes. Versões e provas surgem a cada dia e viram notícias. Os principais jornais, sites e canais de TV trazem no mínimo duas matérias sobre o caso.

Provas, perícias, reconstituição, uma mega-operação da polícia para descobrir a verdade.
Existem muitos envolvidos, seja emocionalmente ou criminalmente, e a reputação de todas elas está em jogo. Em casos como este, acusar é grave. E sair noticiando tudo também é perigoso.
Vale lembrar o caso Escola Base, em São Paulo. Até hoje aquela família não conseguiu se recuperar da vergonha a que foi submetida pela mídia. Todos da família foram acusados de abuso sexual por pais de alunos, tiveram sua escola fechada e depredada. Escola Base também foi um caso da moda e a imprensa aprendeu com ele, aprendeu a se conter e não sair divulgando tudo o que ouvia. Aprendeu que os fatos vão aparecendo e o rumo das investigações vai mudando. O acusado de hoje pode ser o inocente de amanhã.

Os meios de comunicação têm o objetivo de informar. Mas, quando surge um assunto de repercussão, não pára de noticiá-lo, não se ouve ou lê outra coisa que não seja o "caso da moda". Qualquer nova informação vira notícia. O caso Isabella veio para tirar o destaque da dengue no Rio. Até onde o caso Isabella vai render? Até surgir um novo fato para que este seja substituído.

domingo, 27 de abril de 2008

GP da Espanha - Ahhh Alonso!!!!

( Fotos Reuters)
Confesso que sou tiete de Fernando Alonso (Renault), e como torcedora que se preze pulei de alegria depois os treinos de sábado, após confirmada a presença do piloto espanhol na primera linha, atrás apenas do finlândes Kimi Raikkonen (Ferrari). Logo na largada do GP da Espanha, Alonso perdeu aposição para o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). E na 33ª volta, o piloto abandonou a corrida após seu motor quebrar. Alonso saiu descepcionado, mas as torcidas catalã e asturia aplaudiram o piloto, a Alonsomania tomava conta das arquibancadas. Mais de 130 mil pessoas foram ao autodromo de Barcelona assistir a corrida.

O GP teve como vencedor o também poli-position Kimi Raikkonen, que liderou a corrida desde o início e só perdeu a ponta durante as paradas para troca de pneus e reabastecimento. O brasileiro Felipe Massa, foi o segundo colocado, seguido do inglês Lewis Hamilton (McLaren).

Ainda na primeira volta, Adrian Sutil (Force Índia) tentou ultrapassar David Coulthard (RBR), mas errou e rodou. Sebastian Vettel (STR) tentou evitar o choque, mas não conseguiu. Os dois abandonaram logo na primeira volta e provocaram a primeira entrada do safety car na corrida.

Na relargada, foi a vez de Nelsinho Piquet (Renault) cometer seu primeiro erro. Ele caiu para 18º após escapar e andar pela caixa de brita. Quando voltou à pista, o brasileiro se aproximou de Sebastien Bourdais (STR) tentou ultrapassá-lo, mas se chocaram. As suspensões dos dois carros quebraram e ambos tiveram de abandonar a prova.
Mas a corrida também teve um grande susto. Na 22ª volta, Heikki Kovalainen (McLaren) sofreu um estouro de pneu e entrou embaixo da barreira de pneus. O acidente causou uma longa entrada do safety car, enquanto o finlandês era removido de seu carro. O piloto foi levado ao centro médico do autódromo e a McLaren comunicou que ele não sofreu lesões graves. O helicóptero da corrida foi acionado e Kovalainen removido para um hospital próximo para mais exames.

Outro brasileiro o piloto Rubens Barrichello (Honda) saiu da corrida na 33ª volta, pois o bico de seu carro quebrou durante a segunda entrada do safety car em um suposto choque com Fisichella na saída dos boxes.

A próxima corrida será disputada na Turquia daqui a duas semanas, no dia 11 de maio....

terça-feira, 8 de abril de 2008

GP do Bahrein

(Getty Images)

Enfim um brasileiro venceu, o mérito foi de Felipe Massa (Ferrari) que levou o GP do Bahrein, disputado neste domingo no circuito de Sakhir. Massa dominou a prova desde o início, quando tirou o primeiro lugar do polonês Robert Kubica (BMW Sauber) o pole position. O brasileiro deu a volta por cima no campeonato após abandonar as duas primeiras corridas da temporada, na Austrália e na Malásia.


Kimi Raikkonen (Ferrari) superou Kubica ainda nas primeiras voltas e garantiu a segunda posição. O polonês conseguiu outro pódio, na terceira posição. Nick Heidfeld, (BMW Sauber) terminou em quarto e assumiu a vice-liderança do campeonato, com 16 pontos. A equipe alemã, por sua vez, assumiu pela primeira vez em sua história a liderança do Mundial de Construtores, com 30 pontos, um à frente da Ferrari.


Massa e Raikkonen se mantiveram nas duas primeiras posições com tranqüilidade. A distância entre eles variava entre 3s5 e 5s2, com os dois revezando voltas mais rápidas. Após a segunda rodada de pit stops, eles só administraram a vantagem sobre os pilotos da BMW Sauber, que vinham atrás, e concretizaram a primeira dobradinha da Ferrari em 2008.


O inglês Lewis Hamilton fez uma corrida terrível. Largou mal e, logo na segunda volta, acertou o pneu traseiro do espanhol Fernando Alonso (Renault) que defendia a oitava posição. Hamilton perdeu o bico, teve de fazer um pit stop para trocá-lo e terminou em 13º, uma volta atrás.Outros brasileiros - Rubens Barrichello (Honda) chegou em 11º. Já Nelsinho Piquet sofreu com problemas de câmbio desde o início da prova. Ainda na volta de apresentação, ele reclamava pelo rádio que seu carro não tinha a segunda marcha. O brasileiro abandonou a corrida na 40ª volta.


A próxima corrida acontece dia 27 de abril na Espanha. Até lá!!!!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Profissão Jornalista: Tempo, tempo, tempo

Terno, gravata, bloco, caneta... MP3, roupa esporte, tênis. Os repórteres mudaram com o passar do tempo, o formal “jornalista” deu lugar ao básico e moderno repórter do século XXI. Nas redações, as máquinas de escrever, relíquias de um tempo não tão distante, perderam espaço para os monitores de LCD, impressoras e scanners.

O respeito entre os seres humanos também mudou ao longo das décadas. Não é difícil assistir ou ler nos meios de comunicação a notícias referentes à invasão de privacidade. O perfil do profissional também mudou, às vezes não por vontade própria, mas por necessidade. Cada vez mais, repórteres experientes dividem espaço no mercado de trabalho com focas recém-saídos dos bancos escolares.

As tradicionais fontes secretas e fiéis aos poucos cedem lugar ao banco de dados da internet, que, muitas vezes, de verídicos não têm nada. O jornalista tem que duvidar porque o risco de errar quando se acredita cegamente em uma única fonte é muito grande. O repórter, seja ele experiente ou foca, não pode ter vergonha e nem preguiça de perguntar.

As novas tecnologias vieram para ajudar no desempenho de várias profissões, e porque não dizer que ela também veio para ajudar e facilitar a vida do jornalista de TV, rádio, jornal e assessorias? Hoje, um repórter pode apurar sua matéria pelo telefone, MSN e até mesmo pelo orkut. Hoje o velho bloquinho de papel reaproveitado compete com o moderno MP3 ou MP4, mas a tecnologia veio para somar e não para subestimar o ser humano.

As transmissões de rádio também mudaram muito com o passar do tempo, e grandes aparelhagens para a transmissão de jogos, aos poucos dão lugar ao pequeno aparelho celular. As câmeras digitais proporcionam uma qualidade de imagem mais realista às páginas de jornal e revistas. As transmissões televisivas podem ser assistidas do outro lado do mundo por questões de segundos. Os blogs também ganham espaço e gosto popular. O mundo gira num apertar de botões, pois os computadores estão presentes em quase todos os lugares.

Saber utilizar as ferramentas tecnológicas é fundamental, pois estas dão mais dinâmica e agilidade a informação. O jornalismo vive do que é novo, mas o profissional, seja ele experiente ou novato não pode perder velhos hábitos, na hora da apuração. Sensibilidade, astúcia, confiança e certeza fazem o diferencial, na hora de oferecer a notícia ao público.